Ben Innes não sabia se ia morrer. O avião da Egyptair em que ele viajava tinha sido sequestrado por um homem que afirmava estar usando um cinturão explosivo, e a aeronave —que deveria ir de Alexandria ao Cairo— acabou fazendo um pouso de emergência em Chipre. Qualquer pessoa nessa situação pensaria em rezar, se esconder ou simplesmente não respirar muito alto.
Ben pensou em outra coisa: pedir uma selfie ao sequestrador.

Foi isso que aconteceu. Esse passageiro britânico pediu a uma comissária de bordo que traduzisse seu pedido para o egípcio Seif Eldin Mustafa. O sujeito deu de ombros —um gesto universal que significa “vá em frente”— e Ben ficou ao lado dele, sorriu de orelha a orelha, e a comissária tirou a foto. Seu raciocínio, explicado depois ao tabloide The Sun, era impecável em sua lógica de filme de ação: «Se a bomba fosse real, de qualquer forma eu não teria nada a perder». O resultado foi uma imagem que deu a volta ao mundo em poucas horas e que Innes descreveu, sem um grama de ironia, como «a melhor selfie já tirada». 😂

No fim, o cinturão era falso. Mustafa libertou todos os passageiros, entregou-se à polícia cipriota e acabou com oito dias de prisão preventiva em Larnaca enquanto o Egito solicitava sua extradição. Ben Innes, por sua vez, foi para casa com a foto de sua vida.

