Um fala francês. O outro, russo.
Eles não compartilham uma única palavra, mas compartilham algo muito mais difícil de explicar: o mesmo quarto de hospital e o mesmo tratamento contra o câncer. Todos os dias, enfrentam a dor que o outro conhece de cor e, entre crianças, isso não precisa de tradução.


Em um vídeo que viralizou, um dos meninos decide que seu colega de quarto merece um descanso. Ele se mexe, faz gestos, tenta encontrar uma maneira de fazê-lo sorrir. E consegue. O riso surge sem palavras, sem explicações, em meio a leitos hospitalares, cabos e aventais azuis.
No fim, um longo abraço silencioso. Daqueles que não se ensaiam. Duas crianças que não entendiam as palavras uma da outra se entenderam da única maneira que importava: estando presentes uma para a outra.
