ENQUANTO TODOS CORRIAM, ESTE MÉDICO SEGUROU DOIS RECÉM-NASCIDOS DURANTE O TERREMOTO NA COLÔMBIA

Por Diego Aguirre
11 August, 2026

O nome dele é Germán. Ele é pediatra e, naquela segunda-feira, estava de plantão como em qualquer outro dia.

Às 7:34 da manhã, o chão tremeu com uma magnitude de 7.4, a mais forte a atingir a Colômbia em anos. O epicentro foi em Chocó, mas o tremor chegou à Clínica Panamericana, em Apartadó, onde Germán trabalhava.


O instinto nesses segundos geralmente diz apenas uma coisa: correr. Ele fez o contrário. Foi direto aos recém-nascidos, apertou-os contra o peito e saiu com eles nos braços enquanto o prédio ainda tremia.

Ele não parou por aí. Duas mães tinham ficado paralisadas de medo, incapazes de se mover, e ele voltou para buscá-las também.

Alguém tirou uma foto naquele momento. Ele não sabia disso. Não posou, não olhou para a câmera, não pensou em nada além dos pequenos corpos que segurava.



Mais tarde, soube-se a dimensão total do terremoto: mais de uma centena de pessoas morreu em todo o país, milhares de casas foram danificadas, cidades inteiras estavam evacuando hospitais. Em Cali, outro bebê foi resgatado dos escombros de um prédio desabado.

Toda a Colômbia está reconstruindo o que caiu. Mas também está contando histórias como esta, de um homem que, no pior segundo do dia, pensou primeiro naqueles que não podiam pensar em nada.

O chão tremeu por apenas alguns segundos. O que Germán fez será lembrado por muito mais tempo do que isso.

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