«Esconda-se e não saia»: essas foram as últimas palavras de Aleyda Romero, a jovem cuidadora que se acredita ter protegido o filho de Jonathan Meléndez durante o massacre de Camilo Séptimo

Por Pablo Román
7 September, 2026

Aleyda Romero tinha 21 anos e cuidava dos filhos de Jonathan Meléndez, tecladista e cofundador da banda mexicana Camilo Séptimo. Em 1 de setembro, ela estava no apartamento da família, em Atizapán de Zaragoza, quando ocorreu o ataque que tirou a vida do músico, de sua esposa grávida, de sua filha de 3 anos e da própria Aleyda.

Mas acredita-se que ela tenha desempenhado um papel decisivo para garantir que uma das crianças sobrevivesse.

Segundo relatos divulgados pela imprensa mexicana, Aleyda estava com o filho de Meléndez, de 6 anos, quando os acontecimentos começaram. A jovem teria pedido que ele se escondesse e não saísse do quarto, não importava o que ouvisse.

O menino obedeceu e permaneceu escondido. Aleyda, por outro lado, teria saído do quarto para tentar ajudar o restante da família. Ela foi encontrada morta pouco depois.

O menino foi o único sobrevivente do ataque. A Procuradoria ainda não confirmou publicamente todos os detalhes dessa reconstrução, e os familiares de Aleyda disseram que também não haviam recebido informações oficiais suficientes para confirmar exatamente como aqueles minutos se desenrolaram.

Aleyda era natural de San Martín Cuautlalpan, em Chalco. Seus familiares se lembram dela como uma jovem trabalhadora e responsável, que se dedicava a cuidar dos filhos da família Meléndez.

Agora, enquanto a investigação continua e dois suspeitos permanecem em prisão preventiva, sua história começou a ganhar vida própria: a de uma mulher de 21 anos que, segundo esse relato, conseguiu colocar uma criança em segurança antes de enfrentar uma situação da qual já não podia escapar.

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