Dolly Parton morreu em 25 de agosto de 2026, em Nashville. Ela tinha 80 anos.
Seu sobrinho Bryan Seaver anunciou a notícia com um vídeo na conta da artista no Instagram. A família não divulgou a causa da morte. Apenas pediu privacidade, uma cerimônia simples para seus entes queridos e que, em vez de flores, as pessoas fizessem doações à sua fundação de alfabetização infantil.

Em 1973, Dolly escreveu uma canção para se despedir de alguém sem deixar de amá-lo. O nome dele era Porter Wagoner, seu parceiro musical por anos, e a canção era «I Will Always Love You». Não foi uma despedida amarga. Muito pelo contrário: foi uma forma de dizer que você pode partir e o amor permanece.
Essa canção passou por muitas mãos sem jamais deixar de ser dela. Whitney Houston transformou-a em um hino para milhões que nunca haviam ouvido música country.
Miley Cyrus, sua afilhada, cresceu ouvindo-a nas vozes das duas. Outros conheceram Dolly por meio de seus filmes, de seu riso espontâneo, dos milhões que doou discretamente e de uma biblioteca infantil que continua enviando livros a crianças que nunca a viram pessoalmente.

Cada geração encontrou seu caminho até Dolly por uma porta diferente. E todas acabaram no mesmo lugar. Ela passou os últimos meses cuidando de seu marido, Carl Dean, até que ele morreu em março de 2025, após 58 anos juntos. Ela mesma disse, dias antes de morrer, que havia negligenciado a própria saúde para cuidar dele.
Ela escreveu aquela canção para dizer a alguém que o amor não precisa ficar para continuar sendo verdadeiro. Nunca imaginou que, décadas mais tarde, essa mesma frase ajudaria o mundo inteiro a se despedir dela. Desta vez, somos nós que temos de dizer a você, Dolly: sempre vamos amar você.
