ESFAQUEADO PELO COPILOTO EM PLENO VOO ELE NÃO DESISTIU E AJUDOU A SALVAR 174 PESSOAS A BORDO; É CHAMADO DE HERÓI

Por Valentina Ulloa
1 October, 2026

Smit Machchhar nunca imaginou que aquele voo entre Dubai e Tel Aviv se tornaria um dos momentos mais difíceis de sua carreira. Em 30 de setembro de 2026, o comandante indiano estava no comando do voo FZ1073 da Flydubai, um Boeing 737 MAX 8 com 174 passageiros a bordo.

Machchhar tinha mais de 13 anos de experiência e cerca de 9.750 horas de voo. Antes de ingressar na Flydubai, em 2022, trabalhou por aproximadamente 11 anos na SpiceJet, onde se tornou comandante e instrutor.

Durante o voo, o copiloto o atacou na cabine de comando e o feriu com uma arma branca. Em meio à emergência, a aeronave perdeu cerca de 14.000 pés de altitude em menos de um minuto.

Gravemente ferido, Machchhar conseguiu alcançar o mecanismo da porta da cabine e abri-la. Isso permitiu que passageiros, tripulantes e outros pilotos que viajavam a bordo entrassem e ajudassem a controlar a situação.

A aeronave foi desviada para Tabuk, na Arábia Saudita, onde fez um pouso de emergência. As 174 pessoas a bordo sobreviveram e depois puderam seguir viagem para Israel.

A história de Machchhar também tem algo de especial: tornar-se piloto nem sempre fez parte de seus planos. Depois de estudar engenharia têxtil e considerar entrar para a empresa da família, ele se interessou pela aviação após participar de um seminário, quando tinha cerca de 19 anos. A partir daí, decidiu mudar o rumo de sua vida e começar a voar.

Hoje, seu nome é lembrado por aqueles segundos em que, apesar de ferido, conseguiu abrir uma porta que permitiu que outras pessoas agissem.

Porque, naquele dia, não houve apenas um ato de coragem. Houve um piloto que resistiu, passageiros que correram em direção ao perigo e uma tripulação que trabalhou para retomar o controle.

Smit Machchhar caiu ferido, mas antes conseguiu abrir uma porta. E, do outro lado, estavam 174 pessoas que tiveram a chance de voltar para casa.

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