José Israel Hernández Chávez tem 21 anos e é de Matamoros, Tamaulipas.

Durante cinco anos, ele subia no caminhão de lixo do Departamento de Limpeza Pública antes do amanhecer, trabalhando em turnos que às vezes se estendiam até a meia-noite.

Com esse salário, pagou as taxas de matrícula, os livros e tudo o que seu curso de Direito na Universidade de Matamoros exigia.

Ele nunca escondeu de onde vinha o dinheiro para seus estudos; pelo contrário, falava disso como algo de que se orgulhava.

Quando finalmente se formou, não queria uma foto qualquer. Voltou ao mesmo caminhão que o havia transportado milhares de vezes, vestiu seu capelo e beca e celebrou lá em cima ao lado dos colegas de trabalho que o haviam visto estudar entre os turnos.

A imagem virou tendência em vários países, não por causa da anedota, mas pelo que diz sem precisar explicá-lo: nenhum trabalho deveria envergonhar ninguém, e o esforço constante sempre encontra seu caminho até a formatura.

