
Em pé sobre uma mesa coberta por uma toalha estampada, com o pelo branco encaracolado como uma nuvem, este cachorrinho não se moveu por um único segundo.
Ele precisava ficar imóvel. Na década de 1870, fotografar um animal era quase uma façanha: as câmeras exigiam exposições extremamente longas, e qualquer tremor estragava a chapa. Seu dono era A. Randall, um joalheiro que tinha acesso a gemas e peças de valor incalculável, mas escolheu gastar tempo e dinheiro para imortalizar seu cachorro.



As fotografias sobreviventes mais antigas de cães datam de 1846, apenas alguns anos depois de a fotografia se tornar pública. O Metropolitan Museum of Art observou como era difícil retratar um cão ofegante, impossível de instruir a posar. Este cachorrinho, porém, conseguiu — e seu retrato ainda circula quase 150 anos depois.
