George Washington não usava dentes de madeira. Suas dentaduras combinavam dentes humanos e de animais — de vaca, burro ou cavalo —, além de marfim e metais como chumbo, estanho, cobre, prata e ouro. Algumas peças manchadas podem ter alimentado a lenda; o que se sabe com certeza é que ele passou anos sentindo dor, com dentes faltando e dentaduras mal ajustadas.

Quando assumiu a presidência, em 1789, tinha apenas um dente restante. John Greenwood o extraiu em 1796 e o guardou como lembrança.

Uma carta sobre questões odontológicas interceptada em 1781 induziu Sir Henry Clinton ao erro: ele acreditava que Washington não marcharia para o sul, embora os preparativos para o avanço em direção a Yorktown já estivessem em andamento. O atraso contribuiu para a derrota britânica. Em 1784, foi feito um pagamento por nove dentes de pessoas escravizadas para o dentista Le Mayeur; os registros não esclarecem se elas podiam recusar.
