Najmeh Amini, uma estudante iraniana de contabilidade de 23 anos, foi condenada à morte por publicar nas redes sociais mensagens que as autoridades consideraram ofensivas ao Profeta Maomé.
A jovem continua detida na prisão de Vakilabad, na cidade de Mashhad, após ser investigada pela polícia cibernética do Irã.

Segundo relatos sobre o caso, Amini disse que escreveu as mensagens depois de consumir cogumelos alucinógenos com alguns amigos. Sua defesa alegou que ela não teve a intenção deliberada de ofender.
No entanto, o juiz rejeitou essa explicação e questionou por que, se ela estava sob o efeito de substâncias, também não havia insultado os Estados Unidos ou Israel.
O artigo 262 do Código Penal do Irã prevê a pena de morte por insultar o Profeta Maomé. A estudante também recebeu uma pena de mais de 12 anos de prisão por outras acusações relacionadas à segurança nacional e à propaganda contra o regime.
A sentença de morte ainda pode ser contestada e não foi executada.

Embora essa legislação se aplique no Irã, ela não representa as crenças ou práticas de todos os muçulmanos. As leis sobre blasfêmia e suas punições variam consideravelmente de um país para outro.
