«Eu disse a ela que ninguém morria no meu plantão»: enfermeira que atendeu Maria Eduarda disse que ela ainda estava viva quando a viu

Por Andrea Araya Moya
16 June, 2026

Rayza Dias não estava de plantão naquele sábado. Mas, quando ouviu o impacto e viu o caos ao pé da Ponte do Esqueleto, em Limeira, Brasil, ela desceu correndo pelo terreno irregular até chegar a Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21. Ela a encontrou no chão, com pulso fraco e respirando. «Eu disse a ela que ninguém morria no meu plantão», disse Dias ao programa brasileiro Domingo Espetacular.

O que ninguém ainda entendia era como aquilo tinha acontecido. A empresa Entre Cordas organizou o salto de 40 metros de altura. Maria Eduarda havia solicitado o lançamento no estilo «airplane style»: dois instrutores a levantaram sobre os ombros e a lançaram no vazio. A corda de segurança nunca foi presa ao seu arnês. Segundos antes de ela cair, testemunhas na ponte gritaram «A corda, a corda!». Já era tarde demais. 😰

Quando os paramédicos chegaram, declararam-na morta: múltiplas fraturas por todo o corpo. Seis homens foram presos, dois deles fugiram do local. Os operadores identificados —Maicon Fernandes Cintra (42), Luis Felipe Egoroff (32) e Vitor de Freitas Gonçalves (27)— afirmam ter tido um «apagão» e não se lembrar de quem deixou de prender a corda. Os três respondem por homicídio com dolo eventual. É o segundo acidente fatal nessa mesma ponte em dois anos.

@trecho.aleatorios

Eu ainda conversei com ela, tenho mania de brincar e falar que ninguém morre no meu plantão, e falei pra ela: ‘Duda, ninguém morre no meu plantão’, mesmo que eu não estava de plantão ali. #mariaeduarda #limeira #salto #saopaulo

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