Lowri Denman tinha 23 anos quando viajou pela Índia com uma mochila no ombro, alimentando-se de forma vegetariana para cuidar de si mesma. Ela nunca imaginou que aquela viagem de 2007 a deixaria com um hóspede que levaria anos para se manifestar.
Quatro anos depois, no banheiro de um café em Cardiff, ela eliminou um verme de quase um metro de comprimento.

Era apenas o primeiro capítulo. Em 2011, uma convulsão a levou a fazer exames cerebrais, e foi então que os médicos encontraram algo que nem eles esperavam: 38 parasitas alojados em seu cérebro, resultado da neurocisticercose.

O que se seguiu foi quase uma década de epilepsia, alucinações, paranoia e uma psicose tão severa que ela perdeu a carteira de motorista, deixou o emprego e, em 2016, passou três meses internada em uma unidade neuropsiquiátrica no Reino Unido.

«Acabei com psicose severa e paranoia», disse ela mesma. Seus médicos foram ainda mais diretos: dizem que é um caso que provavelmente nunca mais verão.
