Quando a família de um homem de 27 anos do estado de Kedah, Malásia, arrecadou RM100,000 (cerca de US$25,000) para quitar as dívidas que ele havia acumulado devido ao vício em jogos de azar, acreditou que finalmente poderia deixar aquele pesadelo para trás. No entanto, ele ainda se sentia culpado pelo sacrifício dos pais.
Como relatou durante uma coletiva de imprensa organizada pela Associação de Consumidores de Kedah (CAKE), ele decidiu pedir dinheiro emprestado a duas redes de agiotas ilegais, conhecidas na Malásia como «ah longs», com a intenção de devolver gradualmente o dinheiro que sua família havia gasto para ajudá-lo.

Ele primeiro obteve um empréstimo de RM2,700 (cerca de US$680) e depois outro de RM2,800 (cerca de US$705). O que parecia uma solução temporária acabou se tornando um novo pesadelo.
À medida que as semanas passavam, os agiotas começaram a exigir quantias muito maiores, enquanto ameaçavam incendiar a casa da família e assediavam constantemente seus pais. Eles chegaram a jogar tinta vermelha na casa, uma tática de intimidação frequentemente usada por essas redes criminosas na Malásia para pressionar aqueles que não pagam suas dívidas.

Um dos grupos chegou ao ponto de exigir RM88,000 (cerca de US$22,000), embora a família tenha oferecido pagar RM10,000 (cerca de US$2,500) para resolver a disputa. A oferta foi rejeitada, e as ameaças continuaram.
O caso mais uma vez destacou o perigo dos empréstimos informais e como uma dívida que parecia resolvida pode se transformar em um problema ainda maior quando organizações de empréstimos ilegais se envolvem. O que começou com pais dispostos a sacrificar todas as suas economias para dar ao filho uma segunda chance acabou se tornando uma história de medo, culpa e extorsão que agora afeta toda a família.
