

Fraggle nada num estuário a sul de Perth, Austrália. Ela carrega o corpo da sua cria, nascida há apenas duas semanas. Ela não o larga. A organização Geographe Marine Research documentou-a durante seis dias completos, empurrando aquele pequeno corpo para a superfície vezes sem conta.
Esta não foi a sua primeira perda. Fraggle já tinha perdido as suas três crias anteriores, e os investigadores suspeitam que, desta vez, tenha sido pneumonia. Ainda assim, havia esperança de que esta cria sobrevivesse ao inverno.
O que mais comoveu quem registou a cena foi ver outros golfinhos do grupo aproximarem-se para lhe fazer companhia. Especialistas como a neurocientista Lori Marino explicam que este comportamento de carregar crias mortas pode durar dias ou semanas e demonstra laços emocionais que muitos não imaginavam existir nos cetáceos.
