Danel e María ainda não tinham aberto os olhos quando suas mãos já procuravam uma pela outra.
A dupla nasceu por cesariana na Clínica Zuatzu, em San Sebastián, Espanha, em maio de 2013, porque estavam em posição pélvica. Assim que foram colocados juntos no berço aquecido, cada um olhou para uma direção diferente, mas seus braços se entrelaçaram naturalmente. Uma enfermeira, comovida com a cena, pediu o celular do pai dos gêmeos, Mario Morales, para registrar o momento.

O Dr. Javier Rodríguez, que fez o parto dos bebês, diz que em toda a sua carreira nunca tinha visto nada parecido.
«Foi quase instintivo; eles estenderam as mãos um para o outro. É como se quisessem prolongar para além do útero aquela sensação de serem irmãos».
Naiara, a mãe deles, confirma as palavras do médico. «Você os coloca juntos na cama e eles sorriem um para o outro, dão as mãos, e eu acho muito engraçado. Não sei se é porque são eles ou se a mesma coisa acontece com todos os gêmeos, mas certamente chama a atenção», descreve ela.
A foto rodou o mundo, algo que a família jamais havia imaginado. Meses depois, a conexão entre eles permanecia intacta, como se o útero lhes tivesse ensinado algo que nem mesmo os pais poderiam ter explicado.
