Cristiano Ronaldo, 41, já sabia que esta seria sua última Copa do Mundo. Ele disse isso antes da partida, com a serenidade de alguém que ganhou tudo, exceto a única coisa que ainda lhe faltava.
E então chegou o minuto 90+1, Mikel Merino apareceu do nada e a Espanha arrancou o sonho de Portugal com um gol que doeu como uma despedida.

As câmeras o encontraram caminhando sozinho, de cabeça baixa, enquanto quase ninguém de sua equipe se aproximava dele. Vinte anos de carreira internacional terminando em silêncio, em Dallas, sem um abraço para ampará-lo.
Até que Lamine Yamal, a jovem estrela que acabara de eliminá-lo, atravessou o campo e o envolveu em um gesto que disse mais do que qualquer troféu.

Ronaldo sai como o único jogador de futebol a marcar em seis Copas do Mundo diferentes. Mas naquela tarde, o que o mundo lembrou não foi o recorde: foi um garoto consolando o ídolo que um dia sonhou em ser
