A família de Abdullah vinha sofrendo por mais de um mês sem entender o que estava acontecendo: o cheiro químico era constante, a náusea surgia sem aviso, e o bebê de 10 meses não parava de vomitar.

Os bombeiros foram ao local em várias ocasiões, inspecionaram as instalações e, como não encontraram nada, Abdullah decidiu instalar uma câmera escondida do lado de fora de sua porta.

O que ele descobriu o deixou paralisado: seu vizinho, Xuming Li, 36, se agachava furtivamente e usava uma seringa para injetar um líquido por baixo da porta.

As imagens de vigilância captaram o homem repetindo a operação «em várias ocasiões». A polícia analisou o líquido e encontrou duas substâncias narcóticas usadas para tratar a dor que têm efeitos colaterais como dificuldade para respirar, irritação na pele, vômitos, alucinações e até desmaios.

Li, que havia apresentado queixas de barulho meses antes, foi preso dias depois. «Mesmo durante a guerra, os piores inimigos não atacam seu oponente com produtos químicos», disse Abdullah, visivelmente abalado.
