Homem disse ao ChatGPT que ia matar a ex-companheira, e a própria inteligência artificial alertou o FBI: «Se eu não puder tê-la, ninguém terá»:

Por Rodrigo Martínez
18 August, 2026

Darren Zhou tinha 25 anos e trabalhava como analista financeiro na Flórida quando escreveu algo que jamais imaginou que o denunciaria.

Ele havia encerrado um relacionamento de seis meses e não conseguia aceitar isso. Insistia repetidamente em reatar com ela. Ela disse não. Então Zhou começou a desabafar com o ChatGPT e, em março, essas conversas tomaram um rumo sombrio: ele falou sobre agressão sexual, suicídio e, por fim, escreveu a frase que mudou tudo: «Se eu não puder tê-la, ninguém terá».

O que Zhou não sabia era que a OpenAI tem uma equipe que analisa esse tipo de conversa quando detecta um risco real de dano a outras pessoas. Não foi um desabafo passageiro: um agente que analisou os registros descreveu um padrão de ensaio e planejamento. Em maio, essas mensagens chegaram ao Gabinete do Xerife do Condado de Palm Beach, e a investigação terminou com sua prisão e posterior condenação. A máquina que ele usava para falar sobre sua obsessão acabou sendo a que o impediu de concretizá-la.

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