Keith Thomas mergulhou em uma piscina no verão de 2020 e nunca imaginou que seria a última vez que sentiria alguma coisa com as mãos.

O impacto fraturou seu pescoço e o deixou paralisado do peito para baixo em Massapequa, Nova York. Durante meses, ele só conseguia mover os braços cerca de um centímetro. Três meses após o acidente, a equipe do professor Chad Bouton, dos Feinstein Institutes for Medical Research, entrou em contato com ele sobre um estudo de três anos que parecia ficção científica: um bypass neural duplo, uma cirurgia de 15 horas que implantou cinco microchips em seu cérebro para reconectar sua intenção de se mover aos braços e às mãos, e sensores em seus dedos que restauram ao cérebro a sensação daquilo que ele toca.

Hoje, Keith consegue comer sozinho, beber um copo de água e, acima de tudo, acariciar Bow, o cachorro de sua família, e sentir novamente o abraço da irmã. De acordo com os resultados publicados na Nature Medicine, a força em seu braço direito aumentou 86% após 35 semanas de treinamento, e algumas sensações já persistem mesmo com o dispositivo desligado. Sua história foi incluída no Hall da Fama das Melhores Invenções da TIME, mas, para ele, o verdadeiro prêmio tem quatro patas e abana o rabo.