Quando era criança, Diego Saldanha nadava e pescava no rio Atuba, no Paraná, Brasil. Ao longo dos anos, porém, começou a ver o lugar que fazia parte de suas memórias se encher de lixo.

Em 2016, ele decidiu fazer algo a respeito. Na época, ganhava a vida vendendo frutas e não tinha muitos recursos, mas começou a construir uma barreira improvisada para impedir a passagem do lixo levado pela correnteza. Usou materiais simples, incluindo barris e redes, e testou o sistema no mesmo rio de sua infância.

A ideia cresceu com o tempo. Aquela primeira barreira acabou evoluindo para um sistema capaz de conter e remover grandes quantidades de resíduos que chegam ao rio.

E o que Diego encontrou na água demonstra a dimensão do problema. Entre os objetos removidos estão televisores, um sofá, uma porta de geladeira e centenas de capacetes, além de enormes quantidades de plástico e outros resíduos.
Segundo suas próprias estimativas, ele já removeu mais de 40 toneladas de lixo do rio Atuba.

Mas, para Diego, o número não é o mais importante. Sua motivação nasceu de algo muito mais pessoal: recuperar parte do rio que conheceu durante a infância e cumprir a promessa que fez aos filhos.
O que começou com uma ideia caseira e os recursos de um vendedor de frutas acabou se tornando um projeto que passou quase uma década tentando devolver ao rio parte do que ele perdeu.
