Evan Hempel, um homem transgênero de 45 anos, decidiu engravidar aos 35 anos após anos desejando ser pai. Para conseguir isso, ele interrompeu temporariamente o uso de testosterona e recorreu à inseminação artificial com esperma de doador. No entanto, quando começou suas consultas, descobriu que sua gravidez entrava em conflito com os sistemas de seu seguro de saúde.

O problema surgia sempre que ele precisava de atendimento relacionado à gravidez. Como Evan constava como homem nos registros, sua seguradora negava cobertura para exames e consultas normalmente associados a pacientes do sexo feminino. Em uma ocasião, ele teve de passar horas explicando sua situação a um representante para ser reembolsado por um teste de gravidez.

A situação se repetiu em suas consultas médicas e acabou o esgotando. Por fim, ele ligou para a seguradora e pediu que o gênero registrado fosse temporariamente alterado para feminino, a fim de evitar novas negativas de cobertura. Apesar das dificuldades administrativas, ele continuou com suas consultas e deu à luz seu filho no Mount Auburn Hospital.

