Hospital cria terraço especializado para pacientes em estado crítico: «Esqueci-me de como é estar ao ar livre. Mesmo que houvesse uma tempestade, eu estaria aqui», disse a paciente que o utilizou pela primeira vez

Por Maried Díaz
26 October, 2026

Hollie Allan tinha 29 anos e não via o céu havia dois meses.

A cama dela saiu do elevador e chegou ao terraço do King’s College Hospital, no sul de Londres, e o sol brilhou diretamente no seu rosto. Os enfermeiros tinham-na avisado: «Prepare-se para o frio!». Ela sorriu e, então, as lágrimas começaram a cair. «É tão bonito. Esqueci-me de como é estar ao ar livre», disse ela, limpando os olhos, ainda ligada a sondas de alimentação e ao suporte de vida.

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Ela foi a primeira paciente a experimentar a primeira unidade de cuidados intensivos ao ar livre do Reino Unido. Há espaço para seis camas e, ao lado de cada uma, há uma caixa impermeável com eletricidade e oxigénio, para que até os pacientes em estado mais crítico possam estar ao ar livre sem perder nenhum dos cuidados de que precisam. Hollie aguarda uma cirurgia cardíaca e já estava demasiado doente para sair antes de ser internada.

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Para os médicos, esta pode ser uma nova forma de curar: não apenas salvar vidas, mas devolvê-las aos pacientes. «Queremos ajudá-los a regressar às suas vidas o mais depressa possível», diz o Dr. Phil Hopkins, que mede o pulso, a respiração e a dor para verificar se o ar fresco acelera a recuperação.

Hollie não tem dúvidas: «Mesmo que houvesse uma tempestade, eu estaria aqui».

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