Um homem idoso comparecia a todas as consultas com as caixas de medicamentos misturadas. Ele era analfabeto, tinha diabetes e hipertensão e, não importava quantos pedaços de fita adesiva fossem colados nas caixas, nunca conseguia se lembrar do que cada um significava ou em que horário deveria tomar cada medicamento.
Na Unidade Básica de Saúde Condor, em Belém, Brasil, a estudante de medicina Manuela Lemos e a médica supervisora Rayssa Miranda decidiram tentar algo diferente naquela terça-feira, 4 de setembro de 2018. Manuela perguntou se podia reescrever a receita à sua maneira.

Ela desenhou setas, colou uma faixa de fita adesiva prateada com estrelas para o medicamento da madrugada, uma amarela para o período diurno, uma azul para o período noturno, uma faixa com as cores do arco-íris para lembrá-lo de que o almoço e o jantar deveriam incluir vegetais e proteínas, e adesivos de frutas para o lanche antes de dormir.
Quando o paciente finalmente entendeu cada horário, sorriu agradecido. A irmã de Manuela publicou a foto no Twitter sem imaginar que ela se tornaria viral. Às vezes, o remédio mais eficaz não vem em forma de comprimido, mas na maneira como é explicado.
