Shadia Brigitte, de Bahía Blanca, publicou um vídeo compartilhando algo que muitas pessoas acham difícil dizer em voz alta: ela havia sido diagnosticada com sífilis em estágio primário. Ela não fez isso para buscar pena. Fez porque, como ela mesma explicou, quase ninguém realmente sabe o que é essa infecção, como ela se parece ou como é sentida no corpo.

A resposta não foi o que ela esperava. Junto com mensagens de apoio, também vieram os insultos: chamaram-na de «promíscua», zombaram dela, julgaram-na como se estar doente fosse uma falha moral. Ninguém perguntou como isso realmente é transmitido ou por que cada vez mais jovens estão sofrendo com isso.

Porque os números não mentem: a Argentina registrou cerca de 55,000 casos de sífilis em 2025, 71% a mais do que nos anos anteriores, e três em cada quatro pacientes têm menos de 40 anos.
A bactéria Treponema pallidum é transmitida por contato sexual ou por meio de uma ferida que muitas vezes não dói nem é perceptível. Pode ser curada se for detectada a tempo. «Não tenha vergonha, a saúde vem em primeiro lugar», enfatizou ela.
