A organização Oasis emitiu um alerta preocupante: «Isto não é uma uva; é fruta tratada com pesticidas». E os números que citam, retirados do relatório Dirty Dozen da EWG, sustentam a afirmação. As uvas de mesa ocupam o quarto lugar entre as frutas com mais resíduos químicos nos Estados Unidos, e mais de 90% das amostras analisadas deram positivo para dois ou mais pesticidas.

Entre os 18 compostos detetados está o imidaclopride, proibido na União Europeia pelo seu efeito letal nas abelhas, juntamente com o fludioxonil e o pirimetanil, suspeitos de perturbar o sistema hormonal. O boscalide, um possível carcinogénio, foi encontrado em até 76% das amostras estudadas.

A isto junta-se o ácido giberélico, a hormona que usam para aumentar artificialmente o tamanho das uvas — a mesma que, quando aplicada de forma inadequada, fez melancias explodirem na China. Se quiser reduzir a sua exposição, a recomendação é simples: compre produtos orgânicos certificados, dê prioridade ao mercado local e lave todas as frutas com água filtrada antes de as comer.

