A Itália proibiu todos os animais em circos e libertou 2.000 criaturas que viviam acorrentadas

Por Aracely Molina
23 June, 2026

Em 8 de novembro de 2017, o Parlamento italiano levantou a mão e disse: basta. 🐘 Com uma única votação, a Itália se tornou o 41º país do mundo a proibir o uso de animais em circos — e não apenas os selvagens: a lei inclui todos eles, de leões a cavalos. Por trás dessa decisão havia anos de campanhas, investigações disfarçadas e dados que tornavam impossível olhar para o outro lado.

O que os pesquisadores da Wageningen University descobriram foi devastador: 71% dos animais em circos tinham problemas médicos documentados. Os leões passavam 98% do tempo confinados em ambientes fechados. Os elefantes ficavam acorrentados, em média, 17 horas por dia. Com esses números sobre a mesa, a Itália tinha cerca de 100 circos ativos e quase 2.000 animais vivendo nessas condições. 🦁

A presidente da Animal Defenders International, Jan Creamer, viajou a Roma para fazer lobby no Senado, e organizações como a LAV Italy passaram anos construindo o caminho legal. O ministro da Cultura Dario Franceschini foi quem levou a legislação até a linha de chegada. Em 2022, uma segunda lei ratificou a proibição, e desde então nenhum circo tem permissão para adquirir novos animais ou reproduzir os seus próprios. A vitória demorou muito a chegar, mas chegou. ✊

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