Josephine Harris tinha 59 anos e trabalhava como contadora para a Autoridade Portuária. Em 11 de setembro de 2001, ela estava no 73º andar da Torre Norte quando o voo 11 da American Airlines atingiu o edifício às 8:46 da manhã.
Desceu cinquenta andares com uma perna lesionada por causa de um acidente de carro recente. Na Escada B, não conseguia mais avançar.
Foi ali que seis bombeiros da Ladder 6 a encontraram: Jay Jonas, Sal D’Agostino, Matt Komorowski, Bill Butler, Mike Meldrum e Tommy Falco. Eles subiam carregando 45 quilos de equipamento, no meio da operação de resgate. Poderiam ter continuado subindo. Mas não o fizeram.
Ficaram com ela. Carregaram-na, deram-lhe apoio e perderam preciosos minutos fazendo isso.

Às 10:28, a Torre Norte desabou completamente. Os sete ficaram presos sob os escombros por mais de cinco horas, em uma seção da Escada B que, contra toda a lógica, não desabou.
Outras pessoas que estavam mais à frente naquela mesma escada não sobreviveram. Eles sobreviveram.
Os minutos que perderam salvando Josephine foram, no fim, o que os manteve vivos.
Duas semanas depois, deram a ela uma jaqueta verde do FDNY bordada com uma frase: «Josephine, nosso anjo da guarda». Anos depois, um deles deu o nome de Josephine à filha recém-nascida.

Harris morreu em 2011. Os mesmos seis bombeiros carregaram seu caixão.
Em 1 de setembro de 2026, quatro deles se encontraram com Thelma, irmã de Josephine, no quartel dos bombeiros da Canal Street. Eles seguraram a jaqueta nas mãos novamente, vinte e cinco anos depois, para deixá-la pendurada ali para sempre.
Às vezes, parar para ajudar não atrasa o resgate. É o resgate.

