Um jovem viu um idoso com «alfinetes» na orelha no ônibus e perguntou por que ele os usava: a resposta o deixou pensativo

Por Maried Díaz
26 October, 2026

Tudo começou com uma conversa no ônibus, daquelas que ninguém planeja. Um jovem ouviu um idoso explicar algo que achou difícil de acreditar: que a orelha não é apenas uma peça de cartilagem, mas um mapa do corpo.

A técnica é chamada de auriculoterapia e tem origem na medicina tradicional chinesa e na acupuntura. Sua ideia central é que o pavilhão auricular funciona como um microssistema. Se você olhar para ele dessa maneira, verá que tem o formato de um feto invertido: o lóbulo da orelha representa a cabeça, e o restante da orelha externa corresponde a órgãos, funções e até emoções.

O terapeuta procura pontos reativos e os estimula com sementes de vaccaria, pequenos ímãs, agulhas, lasers, eletroestimulação ou uma simples massagem. As sementes são fixadas com um adesivo e deixadas no lugar por alguns dias, para que a pessoa possa pressioná-las suavemente.

Ela é usada como terapia complementar, e as evidências de sua eficácia continuam limitadas. Ainda assim, alguns estudos relatam benefícios, por exemplo, na redução do estresse. Uma conversa casual acabou se tornando uma lição sobre como certas tradições veem o corpo.

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