A Surreal não tinha orçamento para pagar Serena Williams. Então fez algo melhor: encontrou outra Serena Williams.
A marca britânica de cereais rastreou pessoas comuns que compartilhavam nomes com superestrelas globais e pagou a elas cerca de 250 dólares para darem sua opinião honesta sobre o produto. A verdadeira Serena acabou sendo uma estudante em Londres. O verdadeiro Michael Jordan era um vizinho de St. Albans. Dwayne Johnson dirigia um ônibus, e Ronaldo era simplesmente um cara sortudo o bastante para ter esse nome.

A parte mais inteligente não foi a ideia, mas a honestidade. Cada outdoor trazia em letras miúdas uma confissão de tudo, como este que dizia: «Serena Williams come nosso cereal», seguido de um esclarecimento abaixo: «Ela é uma estudante de Londres e nós lhe pagamos para comê-lo, mas a ideia continua válida». Alguns temiam processos movidos pelos advogados das verdadeiras celebridades. Nenhum foi aberto. E uma campanha sem um orçamento de vários milhões de dólares acabou falando mais alto do que qualquer contrato de patrocínio.


