Martha Ann Lillard tinha cinco anos e estava na própria festa de aniversário quando a poliomielite paralisou seu corpo. Era 1953, dois anos antes de a vacina de Jonas Salk chegar aos Estados Unidos. Ela passou seis meses hospitalizada reaprendendo algo tão básico quanto respirar.

A partir de então, ela viveu com apenas 25% da capacidade pulmonar, escoliose e o braço direito paralisado. Em seus melhores anos, ela só precisava do pulmão de aço nove horas por dia, para dormir. Mas aquela máquina barulhenta e gigantesca dos anos 1950 acabou se tornando sua companheira por toda a vida.

Ela morreu em 26 de junho de 2026 em Shawnee, Oklahoma, aos 78 anos, por complicações da covid longa. Era pintora, poeta e compunha música para piano com a mão esquerda. Tornou-se a última americana conhecida que dependia de um pulmão de aço após a morte de Paul Alexander em 2024. Com ela, chega ao fim um capítulo inteiro da história médica do país.

