Um homem de 51 anos dirigia tranquilamente quando a polícia o parou em um controle de rotina.


Ele exibiu placas azuis que pareciam ser diplomáticas e um documento de identificação em nome de Martín Carlos Adrián Lemurión, cidadão da República da Lemúria.


Quando lhe pediram sua identificação verdadeira, ele se recusou: alegou imunidade diplomática e citou o Artigo 5 da Constituição para defender seu «direito à autodeterminação».


Ele disse que havia até escrito cartas ao ex-ministro das Relações Exteriores Alberto van Klaveren e ao ex-presidente Gabriel Boric explicando seu papel como representante dessa nação que existia apenas em sua cabeça.


A verificação biométrica o trouxe de volta à realidade: ele era um chileno comum, sem antecedentes criminais, sem passaporte diplomático e sem Lemúria no mapa.

Ele foi formalmente acusado de falsificação de instrumento público e usurpação de identidade, com apresentação mensal obrigatória e proibição de deixar o país.

O ministro da Segurança resumiu tudo em uma palavra: bizarro.
