Menino foi abandonado pela família porque acreditavam que ele era um bruxo, e hoje se forma entre os melhores alunos da turma

Por Josefina Reyes
24 August, 2026

Hope tinha apenas dois anos quando uma foto mudou tudo.

Em Akwa Ibom, na Nigéria, ele havia sido acusado de ser um bruxo. A própria família o abandonou, desnutrido, na rua, onde passou meses sem que ninguém ousasse ajudá-lo. Até que a voluntária dinamarquesa Anja Ringgren Lovén o encontrou e lhe deu água, em uma imagem que se espalhou por todo o planeta. Esse gesto foi o começo de tudo.

Lovén e seu marido, o advogado David Emmanuel Umem, o levaram para a Land of Hope, a fundação que fundaram para crianças na mesma situação. Lá, Hope cresceu, aprendeu língua de sinais porque é surdo e descobriu que também era um artista talentoso e um ótimo dançarino. Em 2025, concluiu o ensino fundamental com uma das notas mais altas da turma.

«Todos os dias olho para ele e me sinto muito grata», escreveu Lovén. Mas ela também se lembrou das milhares de meninas e meninos como Hope que jamais terão uma segunda chance. Por eles, ela diz, a luta continua.

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