Meryl Streep é uma das atrizes mais aclamadas de Hollywood e já defendeu publicamente os direitos das mulheres. No entanto, uma declaração que fez em 2015 surpreendeu até mesmo aqueles que admiravam seu compromisso com a igualdade.
Ao promover As Sufragistas, um filme sobre a luta pelo direito das mulheres ao voto, no qual interpretou a ativista Emmeline Pankhurst, perguntaram diretamente a ela se se considerava feminista.
«Sou humanista. Sou a favor de um equilíbrio harmonioso», respondeu.

Suas palavras foram alvo de críticas, especialmente porque a atriz havia lançado iniciativas para apoiar roteiristas com mais de 40 anos e defendia uma maior representação feminina nos cargos de poder em Hollywood.
A controvérsia também contrastava com uma declaração anterior, na qual Streep havia se descrito como feminista durante uma homenagem a Emma Thompson.
Dias depois, a atriz voltou a abordar a questão e explicou que preferia deixar que suas ações falassem por ela.
«Ações, não palavras», disse ela, citando uma fala do filme.
Sua resposta deu início a um debate sobre rótulos e igualdade: enquanto alguns questionaram sua relutância em usar a palavra feminista, outros defenderam seu direito de se identificar como quisesse.
