Setembro de 2007. Nos vestiários do Camp Nou, um Messi de 20 anos segurava desajeitadamente um bebê de apenas seis meses sobre uma banheira improvisada. Ele era tímido, não sabia como segurar a criança. Um pato de borracha quebrou o gelo.

O bebê não foi escolhido por ser especial: sua família ganhou uma rifa beneficente organizada pela UNICEF em Rocafonda, o bairro de Mataró onde viviam. A sessão era para o calendário beneficente do jornal Sport e da Fundação Barça. O fotógrafo Joan Monfort, da agência AP, teve a ideia do banho porque ele mesmo tinha dado banho na filha no dia anterior. Ninguém naquela sala — nem Messi, nem os pais, nem mesmo o próprio fotógrafo — sabia, por 17 anos, que aquele bebê era Lamine Yamal.

Em julho de 2024, com Yamal brilhando na Eurocopa, seu pai Mounir Nasraoui publicou a imagem no Instagram com quatro palavras: «O começo de duas lendas». O mundo parou por um momento. Monfort admitiu que ele mesmo não tinha reconhecido o menino até a foto começar a viralizar. Há histórias que o destino escreve muito antes de alguém as ler.
