Michel’le acreditou, durante seis anos, que era esposa de Suge Knight.

Eles se casaram em uma cerimônia em 1999, enquanto ele cumpria uma pena de prisão. Ela vivenciou isso como qualquer esposa vivenciaria: com a certeza de um vínculo legal, com a rotina de um casamento de verdade. Mas, quando decidiu pôr fim ao relacionamento e entrou com um pedido de divórcio, a resposta do tribunal a deixou sem palavras.

Não havia nada a dissolver, porque nunca existira um casamento válido. De acordo com o que veio à tona durante o processo, Suge ainda era legalmente casado com outra mulher, Sharitha, desde antes de sua cerimônia com Michel’le. E, segundo o direito de família, um casamento anterior não dissolvido invalida qualquer união subsequente, independentemente de quantos anos tivessem vivido juntos ou de quão real a união possa ter parecido.

Seis anos compartilhando uma vida, chamando a si mesma de esposa, reduzidos a uma cerimônia sem efeito legal. Michel’le foi pedir o fim de um casamento e deixou o tribunal sabendo que nunca havia sido casada.
