Arnon Rodthong, dono do maior negócio de duriões da província de Chumphon, na Tailândia, publicou no Facebook uma oferta que deixou as redes sociais em polvorosa: 30.000 baht — cerca de 900 dólares — para qualquer pessoa que desse pelo menos 10 tapas na amante de seu filho Chai. Ele até prometeu pagar qualquer multa policial que o voluntário pudesse receber e, para provar que falava sério, mostrou diante das câmeras um maço de um milhão de baht.

O que alimentou ainda mais o debate foi um detalhe que veio à tona depois: a mulher, identificada apenas como «On», havia trabalhado como contadora no negócio da família e anteriormente tinha tido um relacionamento com outro membro da família antes de se envolver com Chai, que tem esposa e filho.

Alguns dizem que a raiva de um pai ao ver sua família ser destruída por dentro tem uma lógica humana difícil de ignorar. Outros apontam que oferecer dinheiro publicamente para agredir alguém — não importa o que essa pessoa tenha feito — é incitação à violência, pura e simples. Onde está a linha entre a fúria legítima e ultrapassar um limite que nenhuma quantia em dinheiro pode justificar?
