«Minha filha nunca voltará»: as palavras de uma mãe japonesa após o pedido de desculpas da empresa que mandou sua filha morrer por um cofre

Por Rodrigo Martínez
3 August, 2026

Kurumi Otake tinha 22 anos e acabara de evacuar o AEON Mall em Kumamoto, Japão, quando um terremoto de magnitude 6.8 sacudiu o prédio em 28 de julho. Ela estava segura do lado de fora. Então, seu empregador, a Habita Inc., pediu que ela voltasse para colocar o dinheiro das vendas do dia em um cofre.

Ela não foi a única. Outra funcionária recebeu a mesma ordem. Minutos depois, uma explosão ocorreu dentro do shopping e ambas morreram. Ao todo, sete pessoas perderam a vida naquele dia somente no shopping, e 38 em toda a região de Kumamoto.

No domingo, dois executivos da Habita foram ao velório de Kurumi. Eles pediram desculpas à família e admitiram que a instrução para voltar foi um erro. O diretor de vendas Goji Yuse reconheceu isso publicamente: foi inadequado, disse ele. Mas a mãe de Kurumi, em lágrimas, respondeu com as palavras que nenhum pedido de desculpas corporativo pode apagar: sua filha nunca voltará.

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