«Minha vida está em perigo aqui» Uma mulher trans teve de voltar a ser homem para sobreviver na África e não consegue escapar

Por Alexander López
4 September, 2026

Daniela não pode ser Daniela em Bangui.

Ela tem 31 anos, é cubana e, até recentemente, trabalhava em um salão de beleza em Miami, onde vivia como a mulher que é.

Hoje, corta o cabelo curto, endurece a voz e caminha de forma diferente para que ninguém nas ruas da capital da República Centro-Africana suspeite de que ela é trans. 💔

Os guardas do hotel onde está hospedada disseram-lhe sem rodeios: é melhor não sair. Naquele país, ser uma mulher trans pode custar-lhe a vida.

Daniela não tem os documentos para voltar ao seu país nem autorização para se deslocar livremente. Seu verdadeiro inferno é não poder fugir: Daniela permanece em um limbo burocrático porque não lhe foi concedido o visto nem a autorização de viagem necessária para embarcar em um voo de retorno.🛂⚠️

Em 12 de agosto, ela pediu ajuda a membros do Congresso, mas, por enquanto, a resposta que recebem é a mesma: esperar.

Submetida a confinamento forçado, mantendo uma masculinidade imposta unicamente para continuar viva e vivendo com o medo constante de ser descoberta pelos vizinhos.

«Minha vida está em perigo aqui», Daniela repete. E todas as manhãs, quando sai disfarçada de alguém que não é, isso confirma mais uma vez essa realidade para ela.

Você acha que as autoridades internacionais e as embaixadas deveriam tomar medidas de emergência quando a vida de uma pessoa está em risco por causa de sua identidade? 💬

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