Mulher de 48 anos decidiu viver 500 dias isolada em uma caverna a 70 metros de profundidade

Por Ian Price
19 August, 2026

Beatriz Flamini tinha 40 anos quando tudo desmoronou por dentro.

Ela era instrutora de aeróbica em Madri, tinha uma vida organizada e, ainda assim, algo não se encaixava. Deixou tudo para trás e mudou-se para a Serra de Gredos, onde aprendeu a resgatar pessoas nas montanhas e a sobreviver com o mínimo necessário. Essa crise foi a semente do que viria a seguir: 500 dias completamente sozinha em uma caverna em Motril, Granada, 70 metros abaixo do solo, sem ver o sol ou falar com ninguém.

Ela entrou aos 48 e saiu aos 50. Leu, tricotou, fez exercícios, perdeu a noção do tempo e até sobreviveu a uma infestação de moscas que fez larvas eclodirem dentro da caverna. Quando finalmente voltou à superfície, não queria ir embora. Disse que a experiência tinha sido «excelente e incomparável». Ela não fez isso pela fama ou por um recorde: fez isso para se preparar em algo que pouquíssimas pessoas entendem — estar completamente sozinha consigo mesma e não ter medo disso.

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