Laura tem um negócio simples e perturbador: ela transforma as próprias fezes em cápsulas e as vende online por 300 dólares.

Pessoas com obesidade compram-nas, mas, acima de tudo, mães e pais de crianças com autismo escrevem para ela. Pessoas como Sofía, 35, mãe solo de uma criança autista de 5 anos e com altas necessidades de apoio, que chegou a considerar experimentar o tratamento, embora saiba que ele não tem respaldo científico. O desespero para encontrar algo que possa ajudar seus filhos as leva a um mercado que não presta contas a ninguém.

O especialista González Suárez adverte sem rodeios: os testes usados por esses vendedores não garantem que as fezes sejam seguras para um transplante. Não há triagem, rastreabilidade nem um hospital por trás disso. Apenas uma transação online e a promessa vazia de uma cura que a ciência ainda não encontrou.
