Cydnie Malone, 31, de Banstead, Inglaterra, sabia que algo estava errado com o seu corpo. A sua barriga continuava a crescer até parecer grávida, fazia borbulhos à noite e não a deixava dormir. Foi ao médico entre 20 e 30 vezes desde julho de 2023.

Todas as vezes, diziam-lhe a mesma coisa. Síndrome do intestino irritável, ovários policísticos, nada grave. Entretanto, o seu marcador CA-125, aquele que deteta o cancro do ovário, continuava a subir e a subir. Passou de 97 para 497, muito acima do limite saudável de 30. Ninguém fez nada.

Em abril de 2025, após uma viagem a Nova Iorque, o seu abdómen ficou tão inchado que a sua companheira, Billie Harrison, levou-a a outro hospital. Drenaram seis litros e meio de líquido. No dia seguinte, confirmaram cancro do ovário em estágio 4, com 15 tumores e envolvimento de outros órgãos. Foi submetida a uma histerectomia e passou por seis ciclos de quimioterapia. Hoje está em remissão, mas diz que, se tivesse confiado mais cedo nos seus instintos, não teria vivido para contar a história.

