Izzy Sapherson-Moralee tinha 22 anos, trabalhava como corretora de imóveis em Wimborne, Dorset, e começou a usar ketamina durante os lockdowns de 2020. Cinco anos depois, seu corpo pesava 35 quilos. A droga havia destruído sua bexiga, e ela estava gastando cerca de 600 dólares por mês em fraldas para incontinência apenas para conseguir sair de casa.

O que torna este caso clinicamente perturbador é a progressão documentada: a ketamina causa cistite química irreversível quando o uso é crônico. A dor se torna constante, a bexiga se contrai, e o corpo — sem gordura nem músculos — começa a definhar por dentro. Izzy chegou ao hospital, mas recebeu alta por vontade própria dois dias antes de morrer.

Sua mãe, Ann Moralee, passou 18 meses tentando sem sucesso conseguir ajuda médica. Ela relatou «oportunidades perdidas» ao legista Brendan Allen durante o inquérito realizado em Bournemouth. Izzy havia deixado de confiar nos médicos após uma experiência que descreveu como humilhante com um urologista do Salisbury District Hospital. No Reino Unido, o uso de ketamina aumentou mais de 250% desde 2015. Izzy é uma de suas consequências mais extremas e bem documentadas.

