Oitenta e quatro votos a favor foram suficientes para mudar a vida de milhares de detentos no Equador.

A deputada Inés Alarcón impulsionou a ideia que dominou as manchetes: os presos terão de trabalhar para pagar a própria comida na prisão. Essa foi a discussão que você viu nas redes sociais, aquela que gerou memes e aplausos. Mas o texto aprovado em 17 de março de 2026 vai muito além: cria um sistema de inteligência penitenciária, reclassifica o nível de periculosidade dos detentos e autoriza os agentes penitenciários a usar legitimamente a força dentro das prisões.

Nada disso aconteceu por acaso. Em 2025, 1.220 pessoas privadas de liberdade morreram no Equador, em comparação com 331 em 2024 — um salto de 268% em apenas doze meses. Revolución Ciudadana votou contra e alertou para algo que deveria preocupar você: a lei não prevê um orçamento real para sua implementação. Agora, o texto aguarda apenas a assinatura do presidente Daniel Noboa. Alguém perguntou a você se isso é segurança ou controle?

