Já estavam enterrando ele. De novo.
A Argentina perdia por 2-0, o Egito resistia, e até o melhor da história tinha perdido um pênalti. As redes sociais se encheram de veredictos apressados: «sua magia acabou», «agora ele está velho», «a campanha do campeão termina aqui». Escreveram o final cedo demais. Grande erro.
Porque há uma regra que o futebol repete há vinte anos, e alguns ainda não aprenderam: quando tudo parece perdido, ele aparece.

Cuti diminuiu de cabeça em cruzamento dele. E aos 83 minutos, Messi pegou a bola quase na marca do pênalti, a mesma de onde já tinham defendido uma cobrança dele antes, e a mandou para a rede com tudo. O mesmo homem que «estava acabado» assinou o gol de empate e desencadeou a loucura. Enzo fez o resto nos acréscimos: 3-2, e vaga nas quartas de final.
Há duas décadas ele vem provando que estão errados aqueles que o dão como morto. E lá está ele, ainda colecionando os funerais dos outros, aqueles que ele mesmo cancela.
Nunca comemore cedo demais. Nunca comemore a queda dele. Enquanto Messi estiver respirando em um campo de futebol, a partida nunca acaba. ![]()
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