France Pierron tinha um microfone, uma opinião e nenhum filtro. Na sexta-feira, 20 de junho, a apresentadora do programa ‘L’Équipe de Choc’, do canal francês L’Équipe, decidiu criticar Jeremy Doku ao vivo, o ponta de 24 anos do Manchester City e estrela da seleção belga na Copa do Mundo de 2026, por querer deixar o torneio para estar presente no nascimento do seu primeiro filho. O argumento dela: que o parto é «um momento nojento em que o pai não serve para nada».

O que Pierron ignorou —ou escolheu ignorar— é que Shireen, esposa de Doku, deve dar à luz nos primeiros dias de julho, uma data que coincide exatamente com as quartas de final. O próprio Doku havia dito isso claramente: «Ninguém quer perder um nascimento.» O clube estava até providenciando um jato particular para que ele pudesse viajar para a Europa e voltar. Não era abandono. Era paternidade.

A reação nas redes sociais foi imediata e massiva. O atacante inglês Ollie Watkins saiu publicamente em defesa de Doku. O canal L’Équipe divulgou um comunicado oficial no domingo se distanciando dos comentários e pedindo desculpas diretamente ao jogador. Pierron também se desculpou no X, esclarecendo que era «apenas a opinião pessoal dela» e que nunca teve a intenção de minimizar o papel dos pais. Mas o estrago já estava feito, ao vivo, diante de milhões de pessoas.

