Arturo Chacón o viu primeiro: uma cabeça pequena aparecendo acima das ondas, longe de qualquer costa.
Era terça-feira, 4 de agosto, nas proximidades da Ilha de Cedros, no México, e ele e seus companheiros de pesca não hesitaram em aproximar o barco. O cão já não tinha forças para continuar nadando. Um dos pescadores se inclinou sobre a amurada, agarrou-o firmemente e o puxou para bordo, onde o animal ficou deitado, exausto, mas seguro, entre as caixas térmicas e as varas de pesca.
O que ninguém esperava era o que aconteceu mais tarde no cais: alguém reconheceu o cão e ajudou a localizar seu dono, que estava procurando por ele havia algum tempo sem saber que ele estava à deriva em mar aberto.


