Luis Díaz, 29, ponta colombiano do Bayern de Munique, cresceu em Barrancas, La Guajira, em um ambiente onde a fome não era uma expressão, era uma rotina. Em entrevista aos meios oficiais de seu clube, ele disse que, quando criança, tinha mal um ou dois euros por dia, e que muitas vezes nem isso era suficiente para comer.

Ao seu redor, a insegurança fazia parte da paisagem: roubos e assaltos aconteciam a cada poucos dias, e a violência ditava o ritmo do bairro. Seu pai, Luis Manuel ‘Mane’ Díaz, foi quem o colocou no futebol desde muito jovem, treinando-o na escola Cruz Valle Fútbol Club e ensinando-o a não soltar a bola acontecesse o que acontecesse.

Quando fez sua estreia profissional, pesava apenas 58 quilos, com pouquíssima massa muscular. A partir daí, foi jogar pelo Junior de Barranquilla, FC Porto, Liverpool e, hoje, veste a camisa do Bayern de Munique e da Colômbia na Copa do Mundo de 2026. A mesma pessoa que não tinha nada para almoçar agora decide partidas na Bundesliga. É assim que pode ser grande a distância entre um ponto de partida e um destino quando alguém decide não desistir.
