O cartão-postal da desigualdade em Cuba: enquanto casas enfrentam apagões de até 40 horas, um setor privilegiado circula por Havana em carros elétricos de $50,000

Por Alexander López
8 September, 2026

Uma pessoa acende uma vela em sua casa em Havana e espera. Não sabe se a energia voltará em uma hora ou em um dia inteiro…

Em Cuba, 2026 é o ano dos apagões que duram até 40 horas de cada vez. O sistema elétrico nacional mal consegue gerar 1.160 megawatts diante de uma demanda superior a 3.000, e em fevereiro mais de 60% do território ficou às escuras ao mesmo tempo.

As restrições dos Estados Unidos ao petróleo que chega à ilha tornaram tudo pior: hoje, um botijão de gás liquefeito para cozinhar custa cerca de 34 dólares, enquanto o salário médio na ilha gira em torno de 30 dólares por mês.

A comida apodrece em geladeiras sem energia, o transporte entra em colapso e o lixo se acumula nas ruas.

E, em meio a esse apagão nacional, há ruas onde as luzes nunca se apagam. Casas com seus próprios geradores, carros elétricos carregando sem qualquer problema, uma vida paralela que não conhece nem velas nem leques.

A mesma ilha, dois países diferentes, dependendo do bairro onde você por acaso nasceu.

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