O goleiro campeão do mundo relembrou como seu pai trabalhava doze horas no porto para pagar sua escola e alimentar a família.

O River o rejeitou. O Boca também. Ele tinha apenas 10 anos e nem dinheiro para comprar um par de chuteiras tinha, mas algo em Emiliano Martínez não se quebrou. Ele nasceu em Mar del Plata em 1992, filho de um trabalhador portuário e de uma empregada doméstica que «se matavam de trabalhar para que ele e o irmão pudessem ter um futuro».

Aos 13 anos, o Independiente lhe deu a oportunidade que ninguém mais quis lhe dar. Ele se mudou para a residência do clube em Villa Domínico, cercado por um bairro onde as tentações eram muitas. Enquanto os outros saíam para festas, ele treinava sozinho, praticando saltos sobre uma barreira de academia. «Essa já era a minha mentalidade», disse ele.

Hoje ele é o goleiro da seleção campeã do mundo e uma das transferências mais caras de um goleiro argentino, após assinar com o Aston Villa. Mas ele resume de outra forma: «Sou daqueles que batem a cabeça contra a parede quando as coisas não vão bem». O sucesso, para Dibu, sempre teve o mesmo preço: sofrer primeiro.

