Olivia Smith tinha 20 meses de idade quando caiu do sofá com um lápis na mão.

Sua mãe, Susie, ouviu o impacto e pensou que a ponta do lápis simplesmente havia quebrado contra a poltrona. Ela jamais imaginou que o lápis inteiro, com 4 ou 5 polegadas, havia entrado pela órbita direita da filha, atravessado os dois hemisférios do cérebro e terminado alojado perto da orelha esquerda.

Um helicóptero transportou a menina, de New Boston, New Hampshire, para o Boston Children’s Hospital, em Boston. Lá, os cirurgiões reconstruíram a trajetória do objeto dentro do crânio e encontraram algo raramente documentado: o lápis havia passado a milímetros de cada grande vaso sanguíneo e de cada estrutura cerebral crítica, repetidas vezes, sem tocar em nenhuma delas. Os próprios médicos descreveram o caso como uma das trajetórias mais extraordinárias que haviam visto em suas carreiras. Olivia se recuperou completamente em poucos meses.

